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	<title>professores &#8211; Pandora Danças</title>
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		<title>Identificando uma boa Professora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 17:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[arquivo pessoal]]></category>
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		<category><![CDATA[dança do ventre]]></category>
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					<description><![CDATA[Há um tempo publiquei um tópico sobre este tema no Orkut pois fiquei muito comovida com alguns depoimentos de algumas meninas que se frustraram, se prejudicaram fisicamente ou ficaram anos com uma professora para depois descobrir que não aprenderam muito. Visando ajudar na escolha de um profissional de dança oriental para aulas, compartilho aqui no &#8230; <a href="https://www.pandoradancas.com/arquivo-pessoal/identificando-uma-boa-professora/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Identificando uma boa Professora"</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<div>
<div style="text-align: justify;">Há um tempo publiquei um tópico sobre este tema no Orkut pois fiquei muito comovida com alguns depoimentos de algumas meninas que se frustraram, se prejudicaram fisicamente ou ficaram anos com uma professora para depois descobrir que não aprenderam muito.<o:p></o:p></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
</div>
<div><o:p></o:p></div>
<div>
<div style="text-align: justify;">Visando ajudar na escolha de um profissional de dança oriental para aulas, compartilho aqui no blog este artigo com algumas dicas as quais julgo importantes para a escolha de uma boa professora.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
</div>
<div>
<div style="text-align: justify;">Em minha opinião o aluno deve se ater a alguns detalhes:</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p></p>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;">1)<span style="font-size: 7pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><!--[endif]-->Nem sempre uma excelente bailarina é boa professora, ensinar é um dom que exige paciência, boa vontade e prazer de quem está ensinando em fazê-lo. É preciso ter talento para ensinar, ter didática, querer se doar. Existem bailarinas que são excelentes profissionais no palco, mas em sala de aula nem tanto, portanto avalie se sua professora sabe ensinar, pois não adianta só saber dançar bem.<o:p></o:p></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]-->2)<span style="font-size: 7pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><!--[endif]-->Repare se ela te observa, se te corrige, melhora e orienta seus movimentos. Se ela ficar fazendo o movimento na frente da turma e nem olhar para você, pode esquecê-la. Professora que fica mais dançando e se exibindo na aula do que ensinando, não dá né!! É lindo de ver, mas não é o que você quer, você quer aprender!!<o:p></o:p></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]-->3)<span style="font-size: 7pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><!--[endif]-->Repare também se ela explica e orienta no seu corpo de onde vem o movimento, como ele acontece, ou seja, se ela “destrincha” o movimento para que você possa aprendê-lo e executá-lo de forma correta, e principalmente, observe se você fica com dor (não aquela dorzinha de músculo que trabalhou), principalmente na coluna e nos joelhos.<o:p></o:p></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]-->4)<span style="font-size: 7pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><!--[endif]-->A professora deve tratar os alunos de forma respeitosa e cordial. Não incentivar picuinhas, fofocas e competições de ego, não ridicularizar o aluno e nem exigir mais do que ele possa dar naquele momento. Deve ter sensibilidade para perceber o estado físico e emocional do aluno e principalmente ser ética não só com os alunos mas também com as outras profissionais do mercado. Não é educado nem elegante professor que fica falando mal de outras escolas ou professoras, o professor pode e deve manifestar suas opiniões mas jamais desrespeitar os demais.<o:p></o:p></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]-->5)<span style="font-size: 7pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><!--[endif]-->No meu ponto de vista, uma boa aula deve conter além da técnica, dos movimentos da dança e das questões conceituais, exercícios para aquecimento, alongamento e preparação muscular. Por vezes nossa mente entendeu o movimento mas o corpo não está preparado para executá-lo por falta de flexibilidade ou até mesmo tônus muscular.<o:p></o:p></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]-->6)<span style="font-size: 7pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><!--[endif]-->Aulas tem que ter roteiro, continuidade, cronograma, tem que ter sido preparada. Aula tem que ter começo, desenvolvimento e finalização.<o:p></o:p></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]-->7)<span style="font-size: 7pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><!--[endif]-->Ninguém é detentor total do saber, as professoras não sabem tudo, tente descobrir se ela continua estudando, quais são as suas fontes e como aprendeu a dança, bem como sua dedicação não só a dança mas no aprendizado geral da cultura oriental e do corpo humano que é nosso principal instrumento de trabalho.<o:p></o:p></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]-->8)<span style="font-size: 7pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><!--[endif]-->Uma boa professora deve permitir que você a questione, e caso ela não saiba, ela deve admitir que não sabe e prometer pesquisar para você. Tem professora que ao invés de admitir que desconhece determinado assunto, inventa qualquer coisa na sala de aula, fique atenta!<o:p></o:p></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]-->9)<span style="font-size: 7pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><!--[endif]-->Verifique se ela conhece os ritmos, os instrumentos árabes, os estilos de música, e se ela ensina tais questões. Tenho alunas que fizeram aulas durante anos com outras professoras e chegaram a mim sem saber o que era um derbak, isto não pode acontecer, observe os sons das músicas que ela coloca em sala de aula e questione sobre aqueles que você não souber ou achar diferente, o aprendizado das peculiaridades e características da música árabe é de extrema importância para uma dança bem executada pois na filosofia oriental música e dança são unos.<o:p></o:p></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]-->10)<span style="font-size: 7pt;">&nbsp;&nbsp; </span><!--[endif]-->Temas como véu, deslocamentos, bengala, snujs, espada, folclores devem fazer parte do cronograma das aulas regulares, é claro que cursos e workshops devem e podem ser feitos, e são bem vindos, mas estes temas devem ser trabalhados em aulas também.<o:p></o:p></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]-->11)<span style="font-size: 7pt;">&nbsp;&nbsp; </span><!--[endif]-->Não se deixe levar apenas pela localização e preço das aulas, se você quer mesmo aprender, procure a melhor profissional para você, nem que seja o dobro do preço e o local mais longe. Lembre-se que muitas vezes o barato sai caro, já dizia o velho ditado.<o:p></o:p></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]-->12)<span style="font-size: 7pt;">&nbsp;&nbsp; </span><!--[endif]-->Defina qual estilo combina mais com você, se você gosta de uma dança mais clássica, tradicional ou mais moderna, às vezes a professora é boa mas não é o estilo que mais te agrada, neste caso, mude.<o:p></o:p></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"></div>
<table cellpadding="0" cellspacing="0" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/14.jpg" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" height="320" src="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/14-200x300.jpg" width="213" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">foto: Beatriz Ricco<br />professora Cristina Antoniadis</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]-->13)<span style="font-size: 7pt;">&nbsp;&nbsp; </span><!--[endif]-->Gostaria de dizer também que nem sempre o que é bom para sua colega será bom para você também, geralmente as professoras e escolas permitem que você assista a uma aula para conhecer o trabalho, não tenha preguiça de fazer com pelo menos 3 professoras diferentes antes de escolher.</div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]-->14)<span style="font-size: 7pt;">&nbsp;&nbsp; </span><!--[endif]-->E por último, acredito que uma professora de verdade não tem medo de compartilhar informações, não as omite. Um grande mestre nunca temerá que seu aluno o supere, para aquele que nasce com o dom de ensinar, ver o seu aluno desabrochar e transcender é um prazer&nbsp; e emoção imensurável.<o:p></o:p></div>
<div style="text-align: right;"></div>
<div style="text-align: justify;">Espero com estas dicas poder ajudar àqueles que procuram um grande mestre!!<o:p></o:p></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Bjsssssssssssssss<o:p></o:p></div>
</div>
<div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #e06666;"><b><i>Cristina Antoniadis</i></b></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #e06666;"><b><i><br /></i></b></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #e06666;">faça parte do nosso blog, inscreva-se!!</span></div>
</div>
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		<title>Entrevista com Márcia Dib</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 18:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura árabe]]></category>
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					<description><![CDATA[Seguindo com as entrevistas dos profissionais que atuam no Pandora Espaço de Danças, estamos publicando esta semana uma entrevista muito especial com a pesquisadora, professora, coreógrafa e mestre em cultura árabe Márcia Dib. Fiquei muito encantada com esta entrevista, e aproveito para convidar a todos a participarem do curso que estaremos iniciando no dia 31/03/2012. &#8230; <a href="https://www.pandoradancas.com/cultura-arabe/entrevista-com-marcia-dib/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entrevista com Márcia Dib"</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo com as entrevistas dos profissionais que atuam no Pandora Espaço de Danças, estamos publicando esta semana uma entrevista muito especial com a pesquisadora, professora, coreógrafa e mestre em cultura árabe <a href="http://marciadib.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Márcia Dib</a>.</p>
<p>Fiquei muito encantada com esta entrevista, e aproveito para convidar a todos a participarem do curso que estaremos iniciando no dia 31/03/2012.</p>
<p>Um curso destinado ao estudo dos folclores árabes, suas características, procedências e diferenças. O curso terá duração de 4 meses, 1 sábado por mês, das 10h30 as 12h30.</p>
<p>ESTUDO DOS FOLCLORES &#8211; com Márcia Dib<br />Destinado a homens e mulheres de todos os níveis de aprendizado (31/03, 05/05, 02 e 30/06)<br />investimento: 4 x R$90,00 ou R$325,00 a vista.<br />VAGAS LIMITADAS</p>
<p>Inscreva-se: <a href="mailto:pandora@www.pandoradancas.com">pandora@www.pandoradancas.com</a></p>
<p><u><b>ENTREVISTA:</b></u><br /><b style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><span style="font-size: 7pt; font-weight: normal;"><br /></span></span></b></p>
<div style="text-indent: 0px;"><span style="text-indent: -18pt;">PD:<span style="font-size: 7pt;">&nbsp;</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">Márcia, como você iniciou seus estudos nas danças orientais</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<p><b style="font-size: 12pt;">MD:Já havia feito aulas de outras modalidades de dança mas, quando eu comecei a praticar a dança oriental, não quis mais parar, senti que ali estava meu lugar. Depois disso, fiz aulas com diversas professoras em São Paulo e Nova York.</b></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/m-C3-A1rciadib3.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" height="320" src="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/m-C3-A1rciadib3-256x300.jpg" width="272" /></a></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-weight: bold;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 0px;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD: O que te motivou a estudar e pesquisar os folclores árabes</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Quando fui estudar a dança oriental na Síria, encontrei uma riqueza inesperada: as danças folclóricas. Percebi que aquelas danças, tão variadas e bonitas, me tocavam profundamente, e decidi estudá-las mais a fundo.</b></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 0px;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD:&nbsp;Qual a importância de se estudar os folclores para quem estuda a dança do ventre ou dança oriental “Raks El Sharki”</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Eu não acho que uma bailarina com foco na dança do ventre deva, necessariamente, estudar as danças folclóricas. Se ela se sentir atraída e motivada, se quiser estudar realmente a origem, a motivação e a técnica das danças folclóricas, deve fazer isso! Mas se o objetivo dela for colocar alguns números de dança folclórica apenas para “incrementar” seu show (muitas vezes desrespeitando o figurino, a música e o contexto dela), acredito que deveria pensar melhor, para não usar o folclore de forma leviana. Às vezes acontece de uma aluna procurar as danças folclóricas apenas como um “enfeite” e depois se apaixonar por elas e começar a estudá-las seriamente. As danças folclóricas são maravilhosas e um universo riquíssimo em gestos, intenções e músicas. Com certeza qualquer bailarina terá seu repertório artístico e cultural ampliados ao estudá-las!<o:p></o:p></b></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD: Você é de descendência árabe, mais precisamente Síria, como foi para você e sua família a sua escolha em seguir o caminho das artes</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><b><span style="font-size: 12pt;">MD: Eu nunca havia ouvido uma música árabe em casa, ninguém dança, nada mesmo! Foi um gosto meu, que se desenvolveu aos poucos. No início meus pais &nbsp;não levaram muito a sério, mas depois, quando perceberam a minha dedicação e seriedade, assim com os resultados de meu trabalho, ficou claro que não era uma mania ou capricho, mas algo muito forte que estava acontecendo dentro de mim. </span><span style="font-size: 12pt;"><o:p></o:p></span></b></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: -24px;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/BEDUINO-2_alta.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"><img decoding="async" border="0" height="320" src="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/BEDUINO-2_alta-199x300.jpg" width="211" /></a></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD: No que você acha que sua descendência mais contribuiu para seus estudos e formação</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Acredito que herdamos muito mais que a cor dos olhos ou algum traço de personalidade. Só quando eu fui para a Síria, soube que muitos de meus antepassados tocavam e dançavam, e minhas primas dançam maravilhosamente, nas festas da família. Eu me sentia “em casa” enquanto estava aprendendo determinadas danças; acho que isso também é herança! Sinto correr nas minhas veias um amor pela cultura árabe que me levou a abandonar duas profissões (sou formada em arquitetura e fiz teatro profissional por vários anos) e me move a ir cada vez mais fundo nesta área. Além disso, respeito muito minhas origens, e procuro estudar seriamente a cultura e suas manifestações, procurando fugir dos estereótipos e imagens distorcidas.</b></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt; text-indent: -18pt;"><br /></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 0px;"><span style="font-size: 12pt; text-indent: -18pt;">PD:&nbsp;</span><span style="font-size: 12pt; text-indent: -18pt;">Sabemos que você passou um período no Oriente estudando as danças e cultura árabe. Conte-nos um pouco como foi essa experiência.</span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Como disse, a riqueza e a diversidade da danças folclóricas foram uma agradável surpresa para mim. Aos poucos, nas aulas e estágios que fiz na Síria, fui entendendo que a dança folclórica é muito forte e, quando é levada para o palco, exige ainda mais criatividade e destreza.&nbsp; Meu corpo foi entendendo a expressividade presente na dança de cada região. Cada lugar tem sua própria dança e música, com seu tônus muscular, sua intenção, seus gestos&#8230; É um mundo novo, enorme! Se pensarmos que cada país tem esta diversidade e riqueza, vamos ampliar a maneira como vemos as danças folclóricas e o próprio Oriente Médio.</b></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD: Você escreveu um livro sobre música árabe. Por que você sentiu essa necessidade e qual a importância de se ter um bom conhecimento no assunto para quem estuda as danças orientais</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Eu estudei música ocidental por muitos anos, piano e canto. Cantei profissionalmente em dois grupos, gravei um CD, enfim, a música sempre esteve muito presente em minha vida. O livro é uma parte de meu mestrado, no qual discorri sobre a música e dança da Síria e, para isso, tive que aprofundar meus estudos também na música oriental. Eu já havia feito , há muitos anos atrás, aulas com Sami Bordokan, que me ajudaram muito a entender esse universo. Foram 2 anos de aulas particulares, um curso bem intensivo e focado. Aprendi muito com ele!. Depois estudei música na Síria também, além de ler bastante sobre o assunto. Achei importante escrever o livro por ainda não haver nada escrito em português sobre esta música maravilhosa e, quando fiz o mestrado, tive dificuldade em encontrar bibliografia apropriada. Por isso quis dar minha contribuição. Além disso, tenho a convicção de que, se compararmos duas bailarinas com o mesmo nível técnico, dança melhor aquela que conhece música: ela dança com mais propriedade, segurança, aproveita melhor as linhas melódicas e rítmicas, as pausas. Por todos estes motivos decidi escrever o livro.</b></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/Al-Jazire-01.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="212" src="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/Al-Jazire-01-300x199.jpg" width="320" /></a></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 0px;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD:&nbsp;Como você vê o desenvolvimento da dança oriental e dos folclores árabes aqui no Brasil. Em quais aspectos você julga que os profissionais brasileiros deixam “a desejar” e em quais você acha que são exemplares</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Por um lado, existem muitas pessoas praticando e estudando, o que é bom. Depois de um “boom” inicial, agora as pessoas têm procurado mais informações sobre a dança, a música, a cultura árabe, enfim, uma boa formação, o que é ótimo! &nbsp;Por outro lado, sinto que o “mercado” leva muitas pessoas a tratarem a dança simplesmente como um produto. O espetáculo de dança tem sido, muitas vezes, um “show de variedades”. As bailarinas se sentem obrigadas a ter uma novidade, a fazer o passo ou a dança da moda, a incorporar elementos mesmo que ainda não tenha muito conhecimento ou experiência.&nbsp; Isso me incomoda bastante, acho que empobrece algo que poderia ser muito maior e especial.</b></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 0px;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD:&nbsp;Qual aspecto você julga de extrema importância para quem quer estudar os folclores de uma determinada região</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Acho que o principal é ter &nbsp;vontade sincera de conhecer aquela manifestação cultural e artística. Um olhar atento e o pensamento aberto, sem achar que já sabe, já conhece. Cada região pode nos mostrar um mundo novo! Existem danças que partem de uma mesma motivação – por exemplo, buscar água no poço – mas se manifestam de maneira diferente em cada lugar. É aí que está a riqueza das danças folclóricas.</b></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/m-C3-A1rciadib1.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="211" src="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/m-C3-A1rciadib1-300x199.jpg" width="320" /></a></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 0px;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD:&nbsp;Você também tem uma pesquisa e estudo das danças palacianas, no que elas diferem dos folclores</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Ao contrário das danças folcóricas, que nascem do povo e possuem movimentos conhecidos e praticados por todos, as danças palacianas são feitas para serem mostradas para alguém, sejam nobres ou governantes, e exigem bailarinos altamente treinados, que executam movimentos amplos, graciosos, mas nem sempre orgãnicos e naturais. São danças que procuram a Perfeição, a Beleza, a Harmonia. São danças lindas e pouco conhecidas, trabalhadas sobre músicas eruditas complexas e belíssimas!</b></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 0px;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD:&nbsp;Cite alguns nomes de professores e mestres que fizeram diferença na sua vida e por que.</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Foram muitos os que contribuíram&nbsp; e ainda contribuem – para minha caminhada! Desde meus professores e colegas de piano, canto, teatro, cenografia, iluminação, arquitetura, até pessoas amigas que me ajudaram – mostrando um novo jeito de ver as coisas e as pessoas &#8211; e não sabem disso. Em relação aos professores e mestres, além de Sami Bordokan que, como eu disse, abriu meus olhos, ouvidos e coração para a música árabe, devo muito aos meus professores na Síria (música árabe e danças folclóricas) e em Nova York (dança do ventre) . Aqui no Brasil, minha gratidão vai especialmente para Fadua Chuffi, com quem aprendi muito sobre a dança oriental. Eu já havia feito aulas com mais de 10 professoras, mas com ela entendi a riqueza e a seriedade de estudar essa dança com profundidade. Fiz vários anos de aulas particulares e em grupo com ela e tive uma base sólida, que me permitiu vôos mais altos. Eu devo muito também às minhas colegas, com quem aprendi bastante e sempre; e às minhas alunas, que me renovam a cada dia.</b></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/MFV_0023.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="213" src="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/MFV_0023-300x200.jpg" width="320" /></a></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 0px;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD:&nbsp;Qual conselho você daria para as estudantes e profissionais que pretendem seguir a carreira profissional na dança</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Acredito que a bailarina deve procurar ser sincera na sua dança, evitar seguir modismos e procurar saber o que diz seu corpo, coração e mente. Ela deve respeitar a dança que escolheu que, sendo uma dança étnica, tem aspectos culturais “embutidos” nela que devem ser estudados e levados em consideração. Deve também ter a humildade de saber que sempre é possível aprender mais, subir um pouco mais a montanha do conhecimento para ter uma vista mais ampla e conseguir olhar mais longe. Deve procurar aprender com os erros, seus e dos outros. Respeitar suas colegas e todos os que colaboram com a aula ou o show. Ver muitos espetáculos, de vários tipos de dança, ouvir muita música. Enfim, se abrir para o mundo das artes e não se deixar empobrecer, tentando caber num estereótipo imposto pelo mercado. E, finalmente, deve agradecer por danças tão bonitas existirem e enfeitarem nossas vidas!<o:p></o:p></b></span></div>
<p><b><br /></b><br />Márcia Dib também tem um blog com artigos muito interessantes para estudo da cultura árabe, não deixe de acessar, <a href="http://marciadib.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">clique aqui.</a></p>
<p>Agradecimentos mais do que especiais a Márcia por esta riquíssima entrevista!!</p>
<p>Quem será o nosso próximo entrevistado?? não percam!!<br />bjsssss<br />Cristina Antoniadis</p>
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