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	<title>entrevistas &#8211; Pandora Danças</title>
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		<title>Entrevista com Márcia Dib</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 18:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura árabe]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
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		<category><![CDATA[dança do ventre]]></category>
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					<description><![CDATA[Seguindo com as entrevistas dos profissionais que atuam no Pandora Espaço de Danças, estamos publicando esta semana uma entrevista muito especial com a pesquisadora, professora, coreógrafa e mestre em cultura árabe Márcia Dib. Fiquei muito encantada com esta entrevista, e aproveito para convidar a todos a participarem do curso que estaremos iniciando no dia 31/03/2012. &#8230; <a href="https://www.pandoradancas.com/cultura-arabe/entrevista-com-marcia-dib/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entrevista com Márcia Dib"</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo com as entrevistas dos profissionais que atuam no Pandora Espaço de Danças, estamos publicando esta semana uma entrevista muito especial com a pesquisadora, professora, coreógrafa e mestre em cultura árabe <a href="http://marciadib.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Márcia Dib</a>.</p>
<p>Fiquei muito encantada com esta entrevista, e aproveito para convidar a todos a participarem do curso que estaremos iniciando no dia 31/03/2012.</p>
<p>Um curso destinado ao estudo dos folclores árabes, suas características, procedências e diferenças. O curso terá duração de 4 meses, 1 sábado por mês, das 10h30 as 12h30.</p>
<p>ESTUDO DOS FOLCLORES &#8211; com Márcia Dib<br />Destinado a homens e mulheres de todos os níveis de aprendizado (31/03, 05/05, 02 e 30/06)<br />investimento: 4 x R$90,00 ou R$325,00 a vista.<br />VAGAS LIMITADAS</p>
<p>Inscreva-se: <a href="mailto:pandora@www.pandoradancas.com">pandora@www.pandoradancas.com</a></p>
<p><u><b>ENTREVISTA:</b></u><br /><b style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><span style="font-size: 7pt; font-weight: normal;"><br /></span></span></b></p>
<div style="text-indent: 0px;"><span style="text-indent: -18pt;">PD:<span style="font-size: 7pt;">&nbsp;</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">Márcia, como você iniciou seus estudos nas danças orientais</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<p><b style="font-size: 12pt;">MD:Já havia feito aulas de outras modalidades de dança mas, quando eu comecei a praticar a dança oriental, não quis mais parar, senti que ali estava meu lugar. Depois disso, fiz aulas com diversas professoras em São Paulo e Nova York.</b></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/m-C3-A1rciadib3.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" height="320" src="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/m-C3-A1rciadib3-256x300.jpg" width="272" /></a></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt; font-weight: bold;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 0px;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD: O que te motivou a estudar e pesquisar os folclores árabes</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Quando fui estudar a dança oriental na Síria, encontrei uma riqueza inesperada: as danças folclóricas. Percebi que aquelas danças, tão variadas e bonitas, me tocavam profundamente, e decidi estudá-las mais a fundo.</b></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 0px;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD:&nbsp;Qual a importância de se estudar os folclores para quem estuda a dança do ventre ou dança oriental “Raks El Sharki”</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Eu não acho que uma bailarina com foco na dança do ventre deva, necessariamente, estudar as danças folclóricas. Se ela se sentir atraída e motivada, se quiser estudar realmente a origem, a motivação e a técnica das danças folclóricas, deve fazer isso! Mas se o objetivo dela for colocar alguns números de dança folclórica apenas para “incrementar” seu show (muitas vezes desrespeitando o figurino, a música e o contexto dela), acredito que deveria pensar melhor, para não usar o folclore de forma leviana. Às vezes acontece de uma aluna procurar as danças folclóricas apenas como um “enfeite” e depois se apaixonar por elas e começar a estudá-las seriamente. As danças folclóricas são maravilhosas e um universo riquíssimo em gestos, intenções e músicas. Com certeza qualquer bailarina terá seu repertório artístico e cultural ampliados ao estudá-las!<o:p></o:p></b></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD: Você é de descendência árabe, mais precisamente Síria, como foi para você e sua família a sua escolha em seguir o caminho das artes</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><b><span style="font-size: 12pt;">MD: Eu nunca havia ouvido uma música árabe em casa, ninguém dança, nada mesmo! Foi um gosto meu, que se desenvolveu aos poucos. No início meus pais &nbsp;não levaram muito a sério, mas depois, quando perceberam a minha dedicação e seriedade, assim com os resultados de meu trabalho, ficou claro que não era uma mania ou capricho, mas algo muito forte que estava acontecendo dentro de mim. </span><span style="font-size: 12pt;"><o:p></o:p></span></b></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: -24px;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/BEDUINO-2_alta.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"><img decoding="async" border="0" height="320" src="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/BEDUINO-2_alta-199x300.jpg" width="211" /></a></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD: No que você acha que sua descendência mais contribuiu para seus estudos e formação</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Acredito que herdamos muito mais que a cor dos olhos ou algum traço de personalidade. Só quando eu fui para a Síria, soube que muitos de meus antepassados tocavam e dançavam, e minhas primas dançam maravilhosamente, nas festas da família. Eu me sentia “em casa” enquanto estava aprendendo determinadas danças; acho que isso também é herança! Sinto correr nas minhas veias um amor pela cultura árabe que me levou a abandonar duas profissões (sou formada em arquitetura e fiz teatro profissional por vários anos) e me move a ir cada vez mais fundo nesta área. Além disso, respeito muito minhas origens, e procuro estudar seriamente a cultura e suas manifestações, procurando fugir dos estereótipos e imagens distorcidas.</b></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt; text-indent: -18pt;"><br /></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 0px;"><span style="font-size: 12pt; text-indent: -18pt;">PD:&nbsp;</span><span style="font-size: 12pt; text-indent: -18pt;">Sabemos que você passou um período no Oriente estudando as danças e cultura árabe. Conte-nos um pouco como foi essa experiência.</span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Como disse, a riqueza e a diversidade da danças folclóricas foram uma agradável surpresa para mim. Aos poucos, nas aulas e estágios que fiz na Síria, fui entendendo que a dança folclórica é muito forte e, quando é levada para o palco, exige ainda mais criatividade e destreza.&nbsp; Meu corpo foi entendendo a expressividade presente na dança de cada região. Cada lugar tem sua própria dança e música, com seu tônus muscular, sua intenção, seus gestos&#8230; É um mundo novo, enorme! Se pensarmos que cada país tem esta diversidade e riqueza, vamos ampliar a maneira como vemos as danças folclóricas e o próprio Oriente Médio.</b></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD: Você escreveu um livro sobre música árabe. Por que você sentiu essa necessidade e qual a importância de se ter um bom conhecimento no assunto para quem estuda as danças orientais</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Eu estudei música ocidental por muitos anos, piano e canto. Cantei profissionalmente em dois grupos, gravei um CD, enfim, a música sempre esteve muito presente em minha vida. O livro é uma parte de meu mestrado, no qual discorri sobre a música e dança da Síria e, para isso, tive que aprofundar meus estudos também na música oriental. Eu já havia feito , há muitos anos atrás, aulas com Sami Bordokan, que me ajudaram muito a entender esse universo. Foram 2 anos de aulas particulares, um curso bem intensivo e focado. Aprendi muito com ele!. Depois estudei música na Síria também, além de ler bastante sobre o assunto. Achei importante escrever o livro por ainda não haver nada escrito em português sobre esta música maravilhosa e, quando fiz o mestrado, tive dificuldade em encontrar bibliografia apropriada. Por isso quis dar minha contribuição. Além disso, tenho a convicção de que, se compararmos duas bailarinas com o mesmo nível técnico, dança melhor aquela que conhece música: ela dança com mais propriedade, segurança, aproveita melhor as linhas melódicas e rítmicas, as pausas. Por todos estes motivos decidi escrever o livro.</b></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/Al-Jazire-01.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" height="212" src="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/Al-Jazire-01-300x199.jpg" width="320" /></a></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 0px;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD:&nbsp;Como você vê o desenvolvimento da dança oriental e dos folclores árabes aqui no Brasil. Em quais aspectos você julga que os profissionais brasileiros deixam “a desejar” e em quais você acha que são exemplares</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Por um lado, existem muitas pessoas praticando e estudando, o que é bom. Depois de um “boom” inicial, agora as pessoas têm procurado mais informações sobre a dança, a música, a cultura árabe, enfim, uma boa formação, o que é ótimo! &nbsp;Por outro lado, sinto que o “mercado” leva muitas pessoas a tratarem a dança simplesmente como um produto. O espetáculo de dança tem sido, muitas vezes, um “show de variedades”. As bailarinas se sentem obrigadas a ter uma novidade, a fazer o passo ou a dança da moda, a incorporar elementos mesmo que ainda não tenha muito conhecimento ou experiência.&nbsp; Isso me incomoda bastante, acho que empobrece algo que poderia ser muito maior e especial.</b></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 0px;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD:&nbsp;Qual aspecto você julga de extrema importância para quem quer estudar os folclores de uma determinada região</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Acho que o principal é ter &nbsp;vontade sincera de conhecer aquela manifestação cultural e artística. Um olhar atento e o pensamento aberto, sem achar que já sabe, já conhece. Cada região pode nos mostrar um mundo novo! Existem danças que partem de uma mesma motivação – por exemplo, buscar água no poço – mas se manifestam de maneira diferente em cada lugar. É aí que está a riqueza das danças folclóricas.</b></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/m-C3-A1rciadib1.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="211" src="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/m-C3-A1rciadib1-300x199.jpg" width="320" /></a></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 0px;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD:&nbsp;Você também tem uma pesquisa e estudo das danças palacianas, no que elas diferem dos folclores</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Ao contrário das danças folcóricas, que nascem do povo e possuem movimentos conhecidos e praticados por todos, as danças palacianas são feitas para serem mostradas para alguém, sejam nobres ou governantes, e exigem bailarinos altamente treinados, que executam movimentos amplos, graciosos, mas nem sempre orgãnicos e naturais. São danças que procuram a Perfeição, a Beleza, a Harmonia. São danças lindas e pouco conhecidas, trabalhadas sobre músicas eruditas complexas e belíssimas!</b></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 0px;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD:&nbsp;Cite alguns nomes de professores e mestres que fizeram diferença na sua vida e por que.</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Foram muitos os que contribuíram&nbsp; e ainda contribuem – para minha caminhada! Desde meus professores e colegas de piano, canto, teatro, cenografia, iluminação, arquitetura, até pessoas amigas que me ajudaram – mostrando um novo jeito de ver as coisas e as pessoas &#8211; e não sabem disso. Em relação aos professores e mestres, além de Sami Bordokan que, como eu disse, abriu meus olhos, ouvidos e coração para a música árabe, devo muito aos meus professores na Síria (música árabe e danças folclóricas) e em Nova York (dança do ventre) . Aqui no Brasil, minha gratidão vai especialmente para Fadua Chuffi, com quem aprendi muito sobre a dança oriental. Eu já havia feito aulas com mais de 10 professoras, mas com ela entendi a riqueza e a seriedade de estudar essa dança com profundidade. Fiz vários anos de aulas particulares e em grupo com ela e tive uma base sólida, que me permitiu vôos mais altos. Eu devo muito também às minhas colegas, com quem aprendi bastante e sempre; e às minhas alunas, que me renovam a cada dia.</b></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/MFV_0023.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="213" src="https://www.pandoradancas.com/wp-content/uploads/2012/03/MFV_0023-300x200.jpg" width="320" /></a></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 0px;"><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">PD:&nbsp;Qual conselho você daria para as estudantes e profissionais que pretendem seguir a carreira profissional na dança</span></span><span style="text-indent: -18pt;"><span style="font-size: 12pt;">?</span></span></div>
<div style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12pt;"><b>MD: Acredito que a bailarina deve procurar ser sincera na sua dança, evitar seguir modismos e procurar saber o que diz seu corpo, coração e mente. Ela deve respeitar a dança que escolheu que, sendo uma dança étnica, tem aspectos culturais “embutidos” nela que devem ser estudados e levados em consideração. Deve também ter a humildade de saber que sempre é possível aprender mais, subir um pouco mais a montanha do conhecimento para ter uma vista mais ampla e conseguir olhar mais longe. Deve procurar aprender com os erros, seus e dos outros. Respeitar suas colegas e todos os que colaboram com a aula ou o show. Ver muitos espetáculos, de vários tipos de dança, ouvir muita música. Enfim, se abrir para o mundo das artes e não se deixar empobrecer, tentando caber num estereótipo imposto pelo mercado. E, finalmente, deve agradecer por danças tão bonitas existirem e enfeitarem nossas vidas!<o:p></o:p></b></span></div>
<p><b><br /></b><br />Márcia Dib também tem um blog com artigos muito interessantes para estudo da cultura árabe, não deixe de acessar, <a href="http://marciadib.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">clique aqui.</a></p>
<p>Agradecimentos mais do que especiais a Márcia por esta riquíssima entrevista!!</p>
<p>Quem será o nosso próximo entrevistado?? não percam!!<br />bjsssss<br />Cristina Antoniadis</p>
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